quarta-feira, 15 de outubro de 2008

É preciso ter muita coragem para terminar algo. Só que é preciso mais ainda, para começar algo novo.

Conhecer novos lugares, idéias, expressões, pessoas e sentimentos. Excitante para uns, terrível para outros. Para quem está no meio dessa mudança, é como estar no olho de um furacão ou em campo minado. Os pensamentos se tornam instáveis e parece que tudo pode desmoronar a qualquer instante.

As sensações que tendem a ocorrer, vão variar de acordo com a intensidade da mudança.

É como trocar de casa. Você deixa o conforto e segurança que tinha nela, para se aventurar em outra completamente diferente. A primeira vista é algo assustador. Você não reconhece os lugares, perde os velhos costumes que tinha na outra casa e passa a se questionar se isso realmente é o melhor a se fazer. E é exatamente nesse momento, que entra em cena o artista principal do espetáculo: a adaptação.

Depois de um tempo na casa nova, você vai notando certas peculiaridades ou semelhanças agradáveis à outra casa. No entanto, o mais importante é encontrar nesse lugar, algo novo, diferente de tudo o que você já viu no seu antigo lar ou que já tenha visto outrora.

Então é exatamente isso que muda toda a perspectiva que você tinha da casa. E passa a examiná-la com atenção, enquanto nota que nem tudo o que há nela é semelhante à outra. Isso está incluso no pacote de mudanças. A certeza de que algumas coisas podem (e devem) ser parecidas com a outra casa é mais que óbvia. Porém, não mais que isso. As singularidades da nova casa são mais importantes agora.

No processo de análise, você entra de cabeça num terreno que você jamais explorou. Mas se o que procura é algo perfeito poderá tropeçar em algumas passagens. Nada, nem ninguém é perfeito. Mas não é por isso que deixará de ter o seu fascínio. O melhor é pedir ajuda ao artista da história e simplesmente se adaptar as coisas que não te agradam por completo. Você pode moldar algumas coisas, para que fique mais próximo possível da perfeição, mas ainda assim, aquele defeitinho vai estar ali. Menor, quase imperceptível. Mas ainda vivo.

No fim do processo de adaptação, você vai decidir se tudo isso valeu ou não a pena. E nessa hora o que conta é o quão feliz você está nesse novo lugar. E se decidir por ficar, a casa irá se transformar no seu mais novo refúgio. Cuidando e protegendo você de toda e qualquer coisa que possa te machucar. Suas paredes serão suas confidentes, seu chão será a sua base, te apoiando e te sustentando a todo o momento. E por fim, seu teto será o teu cobertor, que irá te servir como escudo, enfrentando com você, os dias e as noites. Fazendo chuva ou sol, em qualquer estação. Ele estará lá, firme e forte sustentando com e para você, as dificuldades que o mundo possa te trazer.

Porque está é a sua nova casa, seu ninho, seu descanso e porto seguro. Porque mesmo sólida e sem vida, essa casa precisa de você para preservar suas estruturas e cuidar para que ela permaneça firme e feliz junto a você.

É pra você, L. Muito, muuito obrigado por já me fazer tão feliz.


Não existe momento no dia no qual eu posso separar você de mim. O mundo parece diferente quando você não está por perto de mim.
Não existe uma música boa na qual você não parece. Nem eu quero ouvir isso se você não está ouvindo também.
Até que você se torne parte da minha alma, nada vai me confortar se você também não está confortado.
Além de seus lábios estão o sol e as estrelas. Contigo e a distância meu amado, eu estou.


Te amo.

2 comentários:

Leo disse...

o MEU escritor. te amo! <3

Rafa disse...

Agora diz aí quem te incentivou a escrever... /lixa Adorei o texto, mas deveria ter dedicado pra mim também. /// *Ciumento.*